Após a pior campanha da Seleção em uma Copa do Mundo desde 1990, técnico italiano de 66 anos, com contrato até 2030, começa a projetar o próximo ciclo tendo o torneio continental como primeiro grande objetivo
Por Redação • Atualizado em 24 de julho de 2026 • 6 min de leitura
Eliminado nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, o Brasil encerrou sua participação no torneio na 11ª colocação — repetindo a segunda pior campanha da história da Seleção nesse tipo de competição, atrás apenas do vexame de 1934. Foi a queda mais precoce da equipe canarinho em Mundiais desde 1990, quando o time caiu diante da Argentina também na fase eliminatória inicial.
A derrota, por 2 a 0 para a Noruega, comandada por um inspirado Erling Haaland, fechou um ciclo de expectativas frustradas. E, apesar do resultado abaixo do esperado, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou que Carlo Ancelotti seguirá no comando da equipe. O técnico italiano, de 66 anos, teve seu contrato renovado até 2030 ainda antes do início do Mundial, e caminha agora para iniciar um novo ciclo tendo a Copa América como primeira grande missão.
A Copa América como primeiro teste do novo ciclo
Com a eliminação precoce na Copa do Mundo, a próxima edição da Copa América passa a ser encarada internamente como um divisor de águas. O torneio continental, que ocorre daqui a dois anos, será a primeira competição oficial de peso do novo ciclo rumo ao Mundial de 2030 — e um fracasso na disputa pode reacender de forma definitiva a pressão sobre a permanência do treinador à frente da Seleção.
Apesar do contrato longo, o ambiente no futebol brasileiro tende a ser exigente com resultados, sobretudo depois de uma Copa do Mundo considerada decepcionante pela torcida. Ancelotti, multicampeão por clubes europeus, ainda não conquistou um título expressivo desde que assumiu o comando da Amarelinha, e a Copa América surge como a primeira oportunidade concreta de reverter essa lacuna.
O que disse o técnico após a eliminação
Em entrevista coletiva após a derrota, Ancelotti reconheceu a tristeza do grupo, mas defendeu o trabalho realizado até aqui e classificou o resultado como o início de uma nova fase, e não um fim. O comandante afirmou que a comissão técnica seguirá em busca de ajustes e de novos nomes para fortalecer a equipe nos próximos compromissos.
Segundo apurado nos bastidores da CBF, a permanência do italiano nunca esteve de fato em xeque após a queda no Mundial — a entidade avalia o ciclo de forma mais ampla, com o olhar já voltado para 2030. Ainda assim, dirigentes reconhecem que uma nova frustração em competição oficial, como a Copa América, mudaria o cenário e reabriria o debate sobre o futuro do treinador.
Os desafios do próximo ciclo
Entre as prioridades apontadas por auxiliares de Ancelotti para o período que antecede a Copa América estão a renovação do elenco, a definição de titulares em posições-chave e a construção de uma identidade tática mais consistente — pontos que, segundo analistas, ficaram evidentes durante as falhas apresentadas no Mundial de 2026.
Resta saber se o tempo até a disputa continental será suficiente para que o técnico italiano reconstrua a confiança do torcedor brasileiro e devolva à Seleção o protagonismo esperado de um time pentacampeão do mundo.
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