Flamengo avalia repatriar Luiz Henrique, mas Zenit pede valor astronômico pela venda

Multa rescisória do atacante gira em torno de R$ 345 milhões e clube russo não costuma facilitar negociações internacionais


Luiz Henrique em ação pelo Zenit, clube russo que detém seus direitos até 2030 (Foto: divulgação/Zenit)

O Flamengo voltou a colocar o atacante Luiz Henrique, de 25 anos, no radar do mercado da bola, mas o Zenit, atual clube do jogador na Rússia, sinaliza que não pretende facilitar uma saída. Segundo apuração da Agência RTI Esporte, a movimentação mais recente partiu do próprio estafe do atleta, que ofereceu ao clube carioca a possibilidade de retomar as conversas. A diretoria rubro-negra, no entanto, ainda não apresentou proposta oficial e monitora o cenário antes de decidir se avança.

O interesse não é novo: ao longo dos últimos meses, o valor pedido pelo Zenit variou bastante, chegando a ser estimado em R$ 305 milhões em determinado momento e recuando depois para uma faixa entre R$ 231 milhões e R$ 244 milhões, conforme diferentes apurações da imprensa esportiva. O cenário mais atual, porém, aponta para um número ainda maior: o vínculo de Luiz Henrique com o clube russo vai até junho de 2030 e prevê multa rescisória estimada em 60 milhões de euros — cerca de R$ 345,9 milhões na cotação atual.

Como surgiu o interesse do Flamengo

Luiz Henrique é apontado como um desejo pessoal do presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, que enxerga com bons olhos a possibilidade de recontar com um atleta que teve papel de destaque no futebol brasileiro antes de deixar o país. O jogador chegou ao Zenit após uma passagem de repercussão pelo Botafogo, quando o clube russo desembolsou 33 milhões de euros (cerca de R$ 204 milhões à época) para adquirir 100% dos seus direitos econômicos — um negócio fechado em um momento de forte valorização do atacante.

Apesar do desejo da diretoria, a postura pública do clube tem sido de cautela. O Flamengo quer entender melhor as condições exigidas pelo Zenit e avaliar se é possível construir um formato de pagamento — parcelamento, bônus por desempenho ou inclusão de outros ativos — que caiba no planejamento financeiro do clube antes de qualquer proposta formal.


Torcida do Flamengo lota o Maracanã em jogos decisivos da temporada (Foto: divulgação/CRF)

Por que a negociação é considerada difícil

O Zenit tem histórico de resistência em vendas internacionais, especialmente quando o jogador ainda é peça relevante no elenco. Nos bastidores do mercado da bola, fontes ligadas a negociações com clubes russos costumam apontar que times daquele país tendem a exigir o pagamento integral da cláusula de rescisão, sem grandes margens para parcelamento — o que dificulta o encaixe no modelo de pagamento normalmente usado por clubes brasileiros.

Some-se a isso o fato de que Luiz Henrique deve disputar a Copa do Mundo de 2026 pela Seleção Brasileira. Uma boa atuação no torneio tende a valorizar ainda mais o atacante, o que pode encarecer — e não baratear — uma eventual negociação nos meses seguintes.

Impacto no planejamento financeiro do Flamengo

Para viabilizar um investimento dessa magnitude, a expectativa no mercado é de que o Flamengo precise vender atletas do elenco atual para gerar caixa, seguindo o modelo que o clube já adotou em contratações recentes de alto valor, como a de Lucas Paquetá, comprado por 42 milhões de euros (R$ 260 milhões) no início do ano. Sem uma saída relevante no elenco, analistas do mercado da bola avaliam que dificilmente o clube avançaria por um valor próximo à multa rescisória atual do atacante.

Flamengo e Zenit ainda não iniciaram negociação formal pelo atacante (Arte ilustrativa)

O que vem pela frente

Por ora, o processo segue em fase de bastidores, sem proposta oficial protocolada. A diretoria do Flamengo deve aguardar mais clareza sobre a posição do Zenit e sobre o desempenho de Luiz Henrique na Copa do Mundo antes de decidir se apresenta uma oferta formal. Times europeus também monitoram a situação do jogador, o que pode aumentar a concorrência caso o Zenit sinalize abertura para negociar.

Enquanto isso, o Flamengo segue focado nas competições da temporada, ocupando posição de destaque tanto no Campeonato Brasileiro quanto na Libertadores, o que dá à diretoria certo fôlego para planejar o mercado sem pressa.

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Fonte: Agência RTI Esporte / Terra Esportes, Coluna do Fla, CNN Brasil.
Matéria original (Terra)


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