foto de um estádio da Premier League
O poder financeiro da Premier League segue incomparável no futebol europeu. Segundo levantamento do jornal britânico The Guardian, os clubes da primeira divisão inglesa já investiram, coletivamente, mais de £ 1,4 bilhão em contratações neste verão europeu — considerando apenas valores de transferência já divulgados. O montante supera em cerca de £ 303 milhões a soma dos gastos dos 76 clubes de Bundesliga, La Liga, Ligue 1 e Serie A juntos.
Diferença ainda maior no saldo líquido
Os números citados são de gasto bruto, ou seja, não descontam o valor arrecadado com vendas de jogadores. Ao considerar o saldo líquido, a distância entre a Inglaterra e o restante do continente se torna ainda mais evidente: Ligue 1 e Bundesliga fecham o período com saldo positivo, de £ 203,4 milhões e £ 72,2 milhões respectivamente, enquanto La Liga (-£ 163,1 milhões) e Serie A (-£ 124,1 milhões) gastaram mais do que arrecadaram. Ainda assim, nenhuma delas chega perto do saldo negativo de £ 523,6 milhões acumulado pelos clubes ingleses.
Mercado ainda pode crescer mais
Apesar do volume expressivo, a Premier League está gastando cerca de £ 230 milhões a menos do que havia investido na mesma época do ano passado. Chama atenção, porém, o número de negócios fechados: apenas 25 transferências haviam sido concluídas até 1º de julho, quase a metade das 47 registradas no mesmo período de 2025. A Copa do Mundo ampliada de 2026 deve ter atrasado parte das negociações, o que pode gerar um represamento de contratações — e de gastos — nas próximas semanas.
Villa, Brighton e Tottenham lideram o movimento
apresentação de reforço do Aston Villa.
Alguns clubes já superaram, em gasto bruto, tudo o que investiram durante todo o verão passado — casos de Aston Villa, Brighton e Tottenham. O técnico Unai Emery, do Villa, tem à disposição um saldo líquido positivo de £ 109,6 milhões após vendas como as de Morgan Rogers e Youri Tielemans. Já o Tottenham ostenta o maior gasto líquido de toda a Europa nesta janela, £ 149,7 milhões, enquanto o Brighton se reforça de olho na disputa da Conference League.
O Chelsea também já superou seu gasto líquido do mesmo período do ano passado, mesmo sem contar um possível acordo com o Crystal Palace pelo zagueiro Maxence Lacroix. Everton, Fulham, Manchester City e Newcastle estão na mesma situação, todos já tendo investido mais do que haviam feito até esta data em 2025.
Times promovidos ainda precisam se reforçar
Do outro lado, os três clubes recém-promovidos à Premier League — Ipswich Town, Hull City e Coventry City — somaram gastos apenas £ 8 milhões acima do que o Sunderland havia investido sozinho na mesma época de 2025, quando trouxe 18 reforços. Considerando o histórico recente de promovidos que reforçam bastante o elenco para tentar se manter na elite, a expectativa é de que esses três clubes ainda movimentem o mercado nas próximas semanas.
Arsenal, Liverpool e United gastam menos — mas de olho em nomes caros
Chama atenção o caso de Arsenal, Liverpool e Manchester United, que juntos gastaram cerca de dois terços de bilhão de libras a menos do que no verão passado. Ainda assim, rumores recentes apontam o Arsenal, atual campeão inglês, de olho em nomes como Vinícius Júnior e Bradley Barcola — este último também monitorado pelo Liverpool —, enquanto o Manchester United mira o atacante Ollie Watkins, do Aston Villa.
Clubes como Crystal Palace, Nottingham Forest e Sunderland ainda não fizeram nenhum investimento nesta janela, mas dificilmente devem terminar o mercado sem gastar, já que Palace e Sunderland disputarão competições europeias na próxima temporada.
Recorde histórico no horizonte
No verão passado, os clubes da Premier League somaram gastos de £ 3,1 bilhões, com mais de £ 600 milhões investidos apenas na última semana da janela. Com o mercado europeu fechando em 3 de setembro, e ainda faltando boa parte do período de negociações, a expectativa é de que o novo recorde histórico da liga inglesa possa superar até mesmo essa marca.
Tags: Premier League, Mercado da Bola, Transferências 2026, Bundesliga, La Liga, Ligue 1, Serie A, Futebol Internacional, Finanças no Futebol